quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

IFBB - 55º Mister Santos


IFBB - 55º Mister Santos
Guarujá, 03 de novembro de 2009.
Comunicado Geral 11/2009
Comunicamos a todos os atletas, dirigentes e interessados que no próximo dia 05 de dezembro do corrente ano, o Clube Santista de Halterofilismo através do seu Presidente Professor Elias de Oliveira Neves, estará realizando o 55º Mister Santos, nas dependências da Sintraport situado a Rua General Câmera, 254, Centro, Santos.
Aproveito a oportunidade para informar as categorias existentes durante o evento.
Categorias: Categoria Culturismo Feminino Única, Categoria Master Masculino Única, Categoria Body Fitness Única, Categoria Juvenil Única, Categoria Sênior Masculino 70 kg, 75 kg, 80 kg, 90 kg, + de 90 kg, Overall Sênior Masculino
Inscrições: Até o dia 04 de dezembro, até as 17 horas na sede da liga ou por e-mail.
Conta para depósito: Banco Itaú Ag 0434 – Conta Poupança nº 47992-9/500 – remeter o comprovante de depósito junto com a ficha de inscrição para o e-mail da liga litorânea: ligalit.ifbb@gmail.com
- Pesagem: das 09:00 às 12:00 horas
- Valor da Inscrição: R$ 60,00 – Apenas para atletas federados.
- Inscrições de Técnico: R$ 20,00
- Valor do Ingresso: R$ 20,00
- Provas prévias: às 14:00 horas.
- Finais: às 20:00 horas.
Premiação:
- Overall Sênior masculino: conforme o patrocinador
Informações:
(13) 9787-3499 / 9701-0807–email: ligalit.ifbb@gmail.com site: www.ligalitifbb.com.br e http://www.cbcm.com.br/

Conceitos do Treinamento Contra Resistência


O treinamento contra resistência é uma das atividades físicas que
mais se desenvolve em todo mundo. E utilizado para aprimorar vários aspectos
da aptidão física.
Treinamento contra resistência é um termo geralmente usado para
descrever uma grande variedade de métodos e modalidades que aprimoram a
força muscular. Apesar de ser utilizado como sinônimo de "treinamento com
pesos", o treinamento contra resistência inclui também as resistências impostas
através de hidráulica, elásticos, molas e isometria. Tecnicamente, o
treinamento com pesos refere-se ao levantamento de pesos (anilhas, lastros ou
placas de pesos) existente em alguns aparelhos ou implementos.


2 MODALIDADE DE TREINAMENTO:
2.1 Treinamento Isométrico


O termo isométrico significa "mesmo comprimento". Esse tipo de
contração muscular produz aumento de tensão, porém não há alteração no
comprimento do músculo. Os aumentos de força induzidos por esta modalidade
de treinamento são específicos ao ângulo articular exigido. Por este motivo,
quando se deseja aumentar força em toda a amplitude articular, o treinamento
deverá ser feito em vários ângulos.
O treinamento isométrico é considerado o que proporciona a
contração máxima. A resistência oposicional é tão elevada que se equivale a
capacidade máxima de recrutamento de fibras e consequentemente de, um
músculo, em condições normais, de gerar força. Por isso não há movimento.
2.2 Treinamento Contra Resistência Dinâmica

O treinamento contra resistência dinâmica compreende a contração
concêntrica, a contração excêntrica ou ambas as contrações. A contração
concêntrica é aquela em que observa-se o encurtamento da musculatura e o
seu ganho de tensão. A contração excêntrica é quando observa-se o ganho de
tensão ao mesmo tempo em que o músculo se alonga. A maioria dos
movimentos apresentam a combinação das contrações excêntricas e
concêntricas.
DANTAS (1985) distingue a diferença entre a fase passiva de uma
contração concêntrica com a contração excêntrica. Na fase passiva da
concentração concêntrica, ocorre o alongamento da musculatura em
conseqüência do relaxamento da mesma. Na contração excêntrica, o
alongamento ocorre devido a resistência oposicional ser maior do que a
capacidade da musculatura em gerar força.
Segundo Michael H. Stone e G. Dennis Wilson (1985), o uso de uma
contração excêntrica seguida imediatamente por uma contração concêntrica é
denominada de pliometria. A energia desenvolvida nas contrações excêntricas
forçadas (movimentos contrários) constitui uma contribuição importante para
uma contração concêntrica mais poderosa. Treinamento excêntrico e
pliométrico são necessários para ampliar a energia elástica e maximizar as
capacidades dos músculos para os movimentos típicos.
A transferência adaptativa entre as contrações dinâmicas e
isométricas são muito pequenas, ou até mesmo não existem. Portanto, o
treinamento para desportos ou outras atividades que exijam força é dada
prioridade aos exercícios de força dinâmica. Apesar dos treinamentos contra
resistência que se aproximam de força dinâmica máxima apresentarem um alto
componente isométrico, as contrações não são iguais.
Os treinamentos contra resistência dinâmica, realizados na sala de
musculação, se utilizam geralmente de aparelhos (máquinas) e pesos livres.
Cada um deles apresentam vantagens e desvantagens próprias.


2.2.1 Aparelhos – Podemos Classificá-los em Quatro Tipos
Básicos


01) Aparelhos com sistemas de polias de raio invariável, como os
puxadores, a cadeira de extensão dos joelhos, a cadeira de adução
do quadril e outros. Este tipo de aparelhos, devido ao seu
mecanismo, produz resistência dinâmica invariável. E o tipo de
resistência encontrada na maioria dos aparelhos de musculação e
permanece inalterada durante toda a trajetória do movimento. A
força muscular obedece uma curva força-ângulo previsível. A maior
força processa-se num ângulo ótimo, que varia de articulação para
articulação.
02) Aparelhos com polia excêntrica, que apresentam diferentes
medidas do ponto de giro à borda, promovem resistência dinâmica
variável. "Esta resistência sofre modificação no peso durante todo o
movimento, estando esta modificação diretamente relacionada ao
ângulo em que se encontra a articulação”. (Nelson Bittencourt -
1985). Assim sendo, "proporciona esforço máximo de cada
diferencial do arco do movimento articular completo”. (Jorge de
Hegedus - 1974).
03) Aparelhos com o uso de um braço de alavanca munido de pesos
que pendem livremente. Estes aparelhos oferecem uma resistência
progressiva, onde na fase concêntrica do movimento, se observa um
acréscimo progressivo de resistência e uma redução na fase
excêntrica.
Esta forma de resistência é encontrada nas estações do supino, leg-
press e desenvolvimento, para ao final da fase concêntrica, próximo a posição
de apoio articular, obtermos um aumento de resistência, diminuindo assim, a
perda da tensão a nível muscular.
Com a diminuição do braço de alavanca ao final da fase concêntrica,
se obtém um aumento da capacidade relativa de peso sem aumento absoluto
do mesmo.
04) Utilizados amplamente no campo da reabilitação músculo-
articular, os aparelhos isocinéticos não proporcionam resistência
excêntrica importante para melhorar a capacidade dos músculos. A
resistência isocinética propicia na contração concêntrica, uma
resistência proporcional à força do movimento em execução, com
velocidade constante. O ângulo em que se encontra a articulação,
interfere diretamente na resultante de força.
A máquina Merac da Universal é exemplo de um recurso material de
resistência isocinética, apresenta acoplada a seu sistema uma registradora que
indica graficamente a debilidade músculo-articular a ser tratada.
Os aparelhos apresentam algumas desvantagens:
1) Permitem pouca variação da mecânica.
2) O número de exercícios é limitado.
3) Não envolvem na realização de exercícios um grande número de
grupos musculares e vários segmentos.
4) Não há semelhança mecânica desse tipo de exercício com os
gestos atléticos, dificultando a "transferência adaptativa" para o
desempenho.
5) Será necessário vários exercícios para exercitar os mesmos
músculos trabalhados num exercício multissegmentar.
6) Os exercícios para um pequeno número de grupos musculares,
são menos importantes na alteração da composição corporal e
provavelmente nos lipídios sanguíneos, que os exercícios
multissegmentores para um grande número de grupos musculares.
Isso porque se produz mais trabalho (força x distância = trabalho) ao
se manipular pesos mais pesados e movimentos mais amplos em
cada repetição.
7) O peso adicional dos aparelhos, muitas vezes, é insuficiente para
treinar indivíduos muito fortes.
Podemos relacionar como vantagens dos aparelhos:
01) Segurança. Os alunos ficam menos expostos a contato com
equipamento.
02) Maior velocidade e comodidade na troca de pesos pelo sistema
de placas e pinos.
03) Economia de tempo e de espaço.
04) Melhor apresentação estética em relação aos outros recursos,
servindo como fator de motivação para os praticantes (Nelson
Bittecourt - 1984).


2.2.2 Pesos Livres


Os pesos livres consistem de halteres, anilhas e lastros, com o
equipamento acessório representado por bancos e cavaletes. O que
caracteriza os pesos livres é a versatilidade. Os exercícios podem ser criados
com múltiplas variações. O período de aprendizado dos exercícios com pesos
livres são normalmente superiores aos exigidos para os exercícios realizados
em aparelhos, pois exigem maior habilidade. Os exercícios envolvem uma
maior massa muscular, necessária para a estabilização articular, o que faz
aumentar a massa muscular treinada. Alguns exercícios com peso livre podem
exigir parceiros para dar a segurança necessária ao movimento. Tanto os
aparelhos quanto os pesos livres apresentam vantagens e desvantagens. A
escolha do recurso material a ser adquirido para o treinamento contra
resistência é uma questão de prioridades e de considerações custo-benefício.



2.2.3 Aparelhos Versus Pesos Livres



Todas as pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer as salas
de musculação a algumas décadas atrás, puderam acompanhar as mudanças
que ocorrem até os dias de hoje. Antes, as salas eram equipadas
principalmente por barras longas, curtas, halteres, anilhas de vários pesos,
bancos fixos e reclináveis, polias de vários tipos e etc.
No passar dos anos, observamos uma invasão e sofisticação de
máquinas com o objetivo de melhorar o rendimento dos alunos ou atletas.
Estas modificações efetuadas nas salas de musculação responderam a
investigações efetuadas no campo de biomecânica, como no da fisiologia da
contração muscular.
Os aparelhos com polia excêntrica (Nautilus) e os isocinéticos
vieram para suprir a deficiência apresentada pelos pesos livres. Os estudos
sobre a fisiologia muscular demonstraram que, um mesmo peso não produz os
mesmos níveis de tensão em todo o percurso articular. A resistência variável,
do Método Nautilus, constitui uma tentativa de fazer corresponder a resistência
a uma força-ângulo. Porém, razões teóricas e mensurações objetivas sugerem
que isso poderá não ser possível pelas variações mecânicas existentes de
indivíduo para indivíduo. Os aparelhos isocinéticos em sua maioria não
proporcionam uma sobrecarga excêntrica importante para ampliar a
capacidade dos músculos. Apesar disso, são ampliamente utilizados em
reabilitação. Seus dispositivos permitem velocidades de movimento de zero
graus por segundo até aproximadamente trezentos graus por segundo.
Entretanto, evidência recente (utilizando dispositivos Cybex) sugere que a
amplitude do movimento realmente isocinético diminui muito dos movimentos
lentos para os rápidos, e que os dispositivos atualmente disponíveis podem
não ser mais isocinéticos que os pesos livres através das mesmas amplitudes
de movimento (Lander, Bates, Sawhill).
Em 1970, a grande novidade foi o aparecimento, no Brasil, dos
aglomerados. Constituia-se basicamente de uma máquina de estrutura central,
com várias estações de trabalho, contidas todas na mesma estrutura. Este
conjunto de aparelhos permite o trabalho simultâneo de até 1 2 pessoas.
Como vimos anteriormente, os aparelhos apresentam vantagens e
desvantagens em relação aos pesos livres. O que observamos durante ao
longo dos anos, é que, os aparelhos sofrem grande deterioração, e as firmas
não oferecem uma manutanção adequada. Em relação ao não envolvimento,
na realização de exercícios, de um grande número de grupos musculares,
dentre os quais, os músculos fixadores. A experiência nos mostra que as
pessoas treinadas exclusivamente com aparelhos, quando submetidas ao
treinamento com pesos livres, constatam um desequilíbrio na barra, com a
perda do controle do movimento. Uma pessoa que trabalha nas condições
citadas e com peso elevado, ao iniciar o trabalho com peso livre, observa que
com este tipo de recurso material não é tão forte como pensava ser com o uso
dos aparelhos.
O objetivo dos treinamentos com aparelhos e peso livre são
principalmente a reabilitação (fisioterapia), a estética corporal, a musculação
competitiva (levantamento básico, olímpico e fisiculturismo) e o complemento a
atividades desportivas.
Os distintos trabalhos que podemos realizar com os pesos livres e
aparelhos, oferecem excelentes perspectivas no campo de reabilitação.
Obviamente, em determinados casos, os aparelhos isocinéticos são mais
indicados, pois podem, com precisão, medir o trabalho que se deve aplicar ao
músculo lesionado. Por este motivo, os isocinéticos tem sido utilizados por
vários centros de reabilitação.
No campo da estética corporal, os aparelhos vem sendo utilizados
em larga escala, porém, em parceria com os pesos livres. Os aparelhos
conseguem maior isolamento muscular, ou seja, estimula grupos musculares
mais específicos. As mulheres é que tem a maior preferência por este tipo de
trabalho. Os pesos livres se mostram mais importantes para o aumento da
massa corporal magra, por conseguirem em seus exercícios básicos um
trabalho multissegmentar envolvendo um grande número de grupos
musculares.
Em relação a musculação competitiva ou no complemento a
atividades desportivas, não existe respostas significativas com o treinamento
realizado exclusivamente em aparelhos. A performance desportiva está
intimamente ligada a uma complexa estrutura de forças e ações perfeitamente
sincronizadas entre si : Os treinamentos contra resistência devem contemplar
esta coordenação. Os aparelhos treinam músculos como único fim. Os pesos
livres podem treinar movimentos, ações, nos quais os músculos são
intermediários para o desenvolvimento harmônico de tais ações. Os grupos
musculares treinados com pesos livres, se condicionam no e através do gesto
desportivo, isto não é possível ser realizado, na maioria dos casos, com os
aparelhos. O fisiculturismo é uma exceção na área da musculação competitiva.
Por ser uma competição que visa a excelência do corpo, tanto os aparelhos
como os pesos livres são muito utilizados, como também o são na estética
corporal que já foi mencionada.
Podemos concluir que existem indicações na utilização de
aparelhos, são elas:
- Desenvolver determinados níveis de força e trofismo muscular.
- Tratamento fisioterapêutico de lesões musculares.
- Isolamento de algum grupo muscular para o seu fortalecimento
Por outro lado, podemos abandonar a idéia de utilizar aparelhos
para melhorar o rendimento no desporto; sua utilização sistemática poderá
estancar ou até diminuir a performance do atleta.

INICIANTE – Entenda sobre Metabolismo, Anabolismo e Catabolismo







Para o funcionamento do organismo é necessário à ocorrência de inúmeras reações bioquímicas em nível celular. O conjunto destas reações é definido como Metabolismo.

Basicamente o metabolismo esta dividido em duas partes que contém objetivos e resultados opostos, o Anabolismo e o Catabolismo.

As reações que acarretam o armazenamento de energia e construção de tecidos são conhecidas coletivamente como Anabolismo.

Neste processo, moléculas mais complexas são sintetizadas a partir de moléculas menos complexas. Estas moléculas menos complexas recebem a denominação de substratos.

Um exemplo deste processo anabólico reside na síntese de proteínas dentro do tecido muscular a partir dos aminoácidos, e na formação de estoques de glicogênio por intermédio do agrupamento de moléculas de glicose. Isto ocorre, por exemplo, quando após uma sessão de treinamento temos a ingestão adequada de nutrientes.

Principalmente carboidratos e proteínas, onde os carboidratos serão convertidos em glicose e parte desta armazenada como glicogênio, e as proteínas fornecerão os aminoácidos necessários à hipertrofia muscular.

O Anabolismo demanda para sua ocorrência a oferta de energia e substratos necessários às suas reações, sendo responsável pelo crescimento, regeneração e manutenção dos diversos tecidos e órgãos presentes no organismo.

Em um pólo diametralmente oposto temos o Catabolismo, onde o organismo irá desmembrar moléculas mais complexas para assim obter as moléculas mais simples, e por intermédio disto aumentar a disponibilidade de nutrientes ao organismo.

Como exemplo de Catabolismo, temos o processo de digestão dos alimentos, onde o organismo realiza o “desmonte” dos nutrientes presentes nos alimentos em moléculas mais simples que serão posteriormente usadas pelo metabolismo.

As proteínas presentes em uma refeição à base de carnes irão ser desmembradas em aminoácidos e estes serão lançadas à corrente sanguínea para serem utilizados pelo organismo.

O Catabolismo também ocorre quando o organismo esta sem energia suficiente e busca obter esta por intermédio da destruição de seus próprios tecidos e reservas, acarretando a liberação de aminoácidos e glicose que serão convertidos em energia.
Durante um treinamento para manter a oferta de energia necessária, o organismo estará utilizando o processo anteriormente descrito.

Devido a isto, dizemos que ninguém esta “crescendo” ou aumentando a sua performance durante uma sessão de treinamento, já que essa é essencialmente Catabólica. A melhora virá nos períodos de descanso onde o organismo, caso tenha a oferta adequada de nutrientes, estará em Anabolismo.

Anabolismo e Catabolismo acontecem alternadamente no organismo, para aferirmos o resultado final destas reações teremos que analisar o balanço metabólico. A diferença entre a quantidade total de anabolismo e a de catabolismo em um período de tempo determina o balanço metabólico:

a) Caso a quantidade de Anabolismo tenha sido maior do que a de Catabolismo, teremos um balanço metabólico positivo.

b) Caso a quantidade de Catabolismo tenha sido maior do que a de Anabolismo, teremos um balanço metabólico negativo.

c) Caso a quantidade de Anabolismo tenha sido igual à de Catabolismo, teremos um balanço metabólico nulo.

O Catabolismo e Anabolismo são regulados pelo sistema hormonal, onde alguns hormônios específicos atuam como sinalizadores e desencadeadores destes estados metabólicos.
Dentre os principais hormônios catabólicos temos a adrenocorticotropina (ACTH) que ocasiona a secreção dos hormônios glucocorticóides, dentre os quais figura o tão conhecido cortisol.

Os principais hormônios anabólicos são o hormônio do crescimento (GH), a testosterona, a insulina e o IGF-1.

Descanso Entre as Séries


Por Arnold Schwarzenegger*
É importante controlar adequadamente o seu ritmo durante uma sessão de exercícios. Se você tenta treinar rápido demais, corre o risco de uma falha cardiovascular antes de ter trabalhado suficientemente os músculos. Além disso, você pode ter uma tendência a ficar descuidado e começar a jogar os pesos em volta em vez de executar cada movimento corretamente.
Entretanto, treinar muito devagar também é ruim. Se você leva 5 minutos entre cada série, sua frequência cardíaca diminui, você perde seu bombeamento, os músculos esfriam e o seu nível de intensidade cai a zero.
Tente controlar seus períodos de descanso entre séries em um minuto ou menos. No primeiro minuto após um exercício de treinamento de força, você recupera 72% da sua força e, em 3 minutos, recupera tudo o que tem para recuperar sem descanso prolongado. Mas lembre-se de que o propósito desse treinamento é estimular e fatigar a quantidade máxima de fibras musculares possível, e isso acontece somente quando o corpo é forçado a recrutar fibras musculares adicionais para substituíres as que já estão fatigadas. Portanto, você não quer possibilitar que os músculos se restabeleçam demais entre séries – apenas o suficiente para serem capazes de continuar a sessão e continuar forçando o corpo para recrutar cada vez mais tecido muscular.
Há outro fato a considerar: os fisiologistas há muito tempo perceberam a ligação entre força muscular máxima e resistência muscular. Quanto mais forte você é, mais vezes pode levantar um volume submáximo de peso. Isso significa que, quanto mais você se estimula a desenvolver resistência muscular(em oposição a cardiovascular), mais forte você fica. Assim, manter um ritmo regular em seu treinamento realmente leva a um aumento em força geral

Como usar a Técnica Rest-Pause


A técnica rest-pause é um dos meios mais pesados de treinamento, ela impoe uma demanda extrema no corpo em um curto período de tempo fazendo com que a intensidade seja aumentada instantaneamente!
Para realizar esta técnica é necessário usar um exercício composto como supino, levantamento terra, agachamento, etc, pois os ganhos serão superiores. Usar rest-pause em exercícios isoladores ou para músculos muito pequenos(exceto panturrilhas), pode facilitar o overtraining.
Vamos usar por exemplo o levantamento terra: monte a barra com o peso que você geralmente faz 8 repetições. E então execute o exercício até a falha, coloque o peso no chão e conte até 15(isso mesmo que você leu), após a contagem pegue a barra e faça quantas repetições aguentar, agora conte até 15 novamente e faça quantas repetições aguentar mais uma vez! OBS: Com o mesmo peso!!!
Quando falamos em fazer um exercício até a falha, não é até a total destruição muscular. Faça o exercício até não conseguir realizar mais repetições. Só isso!
Você acaba de fazer três séries de um exercício hardcore em um curtíssimo período de tempo. A técnica rest-pause está em um patamar hardcore acima do drop-set, pois no drop você abaixa o peso e ainda faz uma série a menos.
Após a primeira série, é normal diminuir o número de repetições nas próximas séries, geralmente fica algo como: 6-8 na primeira série, 4-6 na segunda e 2-4 na última. Fazer levantamento terra já exige muito, fazer três séries assim descarrega o inferno no seu corpo. Este método definitivamente separa os bodinhos dos abomais.
Se você quiser aumentar a intensidade ainda mais você pode diminuir os segundos entre uma série e outra, algumas pessoas já começam com 10 segundos de intervalo.
Benefícios do Treino com Rest-Pause
- Aumento do Metabolismo
- Aumenta na produção de Testosterona
- Aumento na produção de GH
- Aumento de força em curto período de tempo
Basicamente o Rest-Pause irá multiplicar os benefícios dos exercícios pesados compostos, já que ele amplifica ao máximo a demanda no corpo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pesos Livres vs Aparelhos Uma Questão de Gravidade


Por Arnold Schwarzenegger*
Para um fisiculturista principiante, a maior parte do treinamento deve ser realizada com pesos livres. Vivemos em uma era tecnológica, e os aparelhos de exercício projetados e fabricados hoje estão melhores do que nunca. Mas seus músculos foram desenhados pela evolução para superar a força da gravidade mais do que para agir contra a resistência da máquina, dessa forma os maiores ganhos que você obterá no desenvolvimento de tamanho e força virão do treinamento com pesos – da utilização de haltere e de barra com anilhas – e não dos exercícios em aparelhos.
Forçar o corpo a levantar contra a gravidade, coordenar e equilibrar grandes quantidades de peso dá a ele uma estrutura e uma qualidade que um treinamento relativamente leve e de alta repetição sozinho não proporciona. Uma matéria no Journal of Strength and Conditioning Research indica que a produção de testosterona é aumentada quando você realiza exercícios com pesos livres para grupos musculares grandes em que utiliza e coordenar vários grupos musculares ao mesmo tempo, como o agachamento, o levantamento terra e exercícios que hoje são menos realizados, como o Power Clean. A produção de testosterona não aumenta similarmente com exercícios de isolamento com peso livres – ou treinando em aparelhos. A testosterona é anabólica; e, com mais testosterona em seu sistema, você fica mais forte e pode desenvolver músculos maiores mais facilmente.
Mas o fisiculturismo ocupa-se em esculpir os músculos bem como torná-los grandes e fortes. Pesos livres dão ao fisiculturista experiente a liberdade de isolar certos músculos e trabalhar o corpo de várias formas criativas. Eles também permitem que pessoas de diferentes alturas, pesos e proporções tenham um treinamento completo, embora muitos aparelhos pareçam ter sido planejados somente para satisfazer aqueles que representam o cliente “médio” de um spa de saúde. Mais uma vez, deixe-me enfatizar que não sou contra os aparelhos.
Joe Gold, que é um especialista quando se refere a equipamentos de exercícios, encheu a World Gym com vários aparelhos úteis. Hoje em dia, quando vou a diferentes academias e utilizo uma variedade de aparelhos diferentes, considero-os maravilhas da tecnologia. Antigamente, utilizávamos aparelhos resistentes ao ar e a água; e atualmente voltamos a utilizar um modelo mais básico, mas cem vezes melhor do que os anteriores. O pessoal das companhias como a Cybex e a Hammerstreangth, assim como os outros grandes fabricantes, trabalham arduamente para criar aparelhos que funcionem bem e sejam bons de utilizar. Foram-se os dias que alguém simplesmente soldava algumas peças de metal para utilizar um aparelho que não operava com suavidade, que atingia as marcações finais antes de passar para uma amplitude de movimento completa, era complicado de usar e sempre tinha algo errado.
Eu utilizo muitos aparelhos nas minhas sessões de treinamento. É óbviamente impossível conseguir o desenvolvimento completo das coxas, por exemplo, sem um aparelho de extensão de pernas ou flexão de pernas, ou isolar totalmente a região peitoral sem utilizar um voador direto ou cabos. E é possível estimular o corpo a um crescimento acelerado se ocasionalmente você utilizar um aparelho ou circuito de aparelhos a que não está acostumado em vez de um com pesos livres para essa região corporal. Mas acredito que um bom programa de fisiculturismo deva incluir não mais do que 30 ou 40% de treinamento(no máximo!) com aparelhos. Certamente uma flexão tem melhores resultados se realizada com halteres ou uma barra com anilhas por causa da maneira que você pode isolar e estimular o bíceps; mas seria difícil trabalhar realmente o grande dorsal sem um aparelho de puxada por trás, ou fazer pressões para o tríceps sem cabos.
Além disso, se você parar para pensar, os aparelhos mantêm a resistência funcionando em um plano apenas, o que significa que o músculo tem que fazer as coisas do jeito do aparelho ou não fazer.
Sem a necessidade de equilibrar e controlar a resistência, você acaba utilizando menos músculo. Mas a idéia do fisiculturismo e do treinamento de força é utilizar a maior quantidade possível de músculos, então isso não é de maneira alguma uma vantagem. É verdade que um músculo não “sabe” que tipo de resistência ele está trabalhando para superar. Nesse sentido, resistência é resistência. Mas o músculo de fato reage diferentemente se for constantemente sujeitado à resistência advinda de ângulos variados e diferentes direções, opondo-se à resistência que está sempre ao longo de uma linha previsível. E Franco Columbu disse-me que, nas suas sessões de quiropraxia, a maioria dos tendões musculares e lesões articulares que costumava ver ocorrer eram o resultado de utilização de aparelhos que submetem o corpo a estresses que não são naturais, que colocam você em uma posição excessivamente rígida.
Os músculos foram desenvolvidos para trabalhar contra a força da gravidade. Se vivêssemos na Lua, precisaríamos de apenas 1/6 da quantidade de músculos de que precisamos na Terra, cuja a gravidade é maior. Em Júpiter, teríamos que ser como elefantes para nos mover! Levantar algo nos dá experiência do “pesado”. Empurrar um peso ao longo de uma pista não é a mesma coisa; nem fazer pressão contra uma parede fixa – você está se deparando com uma grande resistência, mas ela não é “pesada”. E isso significa que seus músculos não estão respondendo tão completamente como são capazes.
Se tiver treinando em algum lugar que não tenha pesos livres de que você precisa para seus exercícios, e não há nada que possa fazer a respeito, utilize o que tiver para completar o seu treinamento. O ponto fundamental é conseguir realizar seu treinamento, não importa como. O que quer que funcione serve e, como fisiculturista, isso é tudo com que você tem de se preocupar.

Aumente sua Força com a Técnica Doubles


Este método foi trazido à vida pelo grande treinador canadense Pierre Roy. A técnica doubles(dobro) é usada a anos pelos basistas em treinamentos para aumento de força, mas pode também ser implementada no treinamento de hipertrofia. Ela consiste em fazer o exercício que você queira aumentar a força duas vezes durante o mesmo treino: uma no inicio e outra no fim do treino.
Esta abordagem aumenta a eficiência neural e a coordenação motora do corpo durante a execução do exercício. Para quem não sabe, o sistema nervoso tem um papel muito importante durante o treino, quem controla o levantamento de um peso é ele.
“Porque simplesmente não fazer mais séries do exercício, em vez de fazê-lo duas vezes no mesmo treino?”
Fazendo apenas mais séries você joga no lixo os benefícios neurais e motoras da técnica Doubles. Só aumentar o número de séries faz com que o seu sistema nervoso entre no modo piloto automático, sem dar a oportunidade de fazê-lo “aprender” alguma coisa.
Fazendo o mesmo exercício duas vezes durante o treino faz com que o seu sistema nervoso trabalhe dobrado para maximizar a coordenação intra e intermuscular. Sem contar que este é um ótimo meio para aumentar o volume do treino(Se necessário).